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“Vamos tentar esquecer a briga que deixou ferida e que até hoje e talvez nunca vai cicatrizar.
Te amar de novo faz parte da vida. Abre o coração! Tudo tem sentido e tem razão.”
Amigos Alvinegros, começou a temporada 2012 e a primeira partida definitivamente não serviu de parâmetro pra nada. Valeu pela vitória, nada mais. O time do Boa Esporte é fraquíssimo, e não testou nosso time, tanto que Renan Ribeiro não fez uma sequer Defesa.
Como todo inicio de temporada o jogo começou lento, mas logo aos 10 minutos, o Atlético começou a desenhar o caminho da Vitória. Depois de um belo cruzamento de Carlos César, André antecipou a zaga e de peixinho abriu o marcador. Aos 38 minutos do primeiro tempo o Atlético fechava o marcador com um belo gol do menino Bernard. (o primeiro e tão festejado gol do garoto entre os profissionais). Depois disso, o Atlético tratou de controlar a partida e começou a tocar a bola, onde irritou alguns torcedores presentes.
Renan Ribeiro não foi exigido, A dupla de zaga não teve trabalho algum, a lateral direita poderá ter uma ótima briga por posição, uma vez que temos Carlos César e Marcos Rocha estão brigando por apenas uma vaga. A lateral esquerda está em aberto, Triguinho, Eron e Richarlyson são fracos -este último tem muita correria e pouco futebol. O meio de campo é um dos lugares mais forte do time alvinegro. Pierre demonstrou a mesma raça do ano passado. Leandro Donizete não justificou a barração do Felipe Soutto -pode ser queimado fácil pela torcida, já que Cuca não mostrou o critério pelo qual já é titular desta equipe. Escudero fez sua estreia de forma tímida -não é e nem vai ser o camisa 10 que a massa sonha, mas pode ser a principal contratação do Galo nesta temporada. Bernard continua o mesmo -sempre com muita raça e dando velocidade ao ataque alvinegro, este é seu ano. Guilherme perdeu dois gols, mostrou estar mais magro e teve mais vontade participando das jogadas, mas está longe de ser o craque dos milhões de Euros. André, apareceu pouco, mas quando a bola foi alçada na área, este estava lá para empurrar a bola para as redes e fazer jus ao nome de centroavante matador que tinha no Santos.
Torcida Faz Protesto
Aos cantos de Time sem Vergonha, e virados de costa para o campo, foi assim que o Atlético entrou em campo e foi recebido pelos torcedores presentes. O apoio tem que acontecer, porém a torcida do Atlético está acordando, está cansada. É complicado confiar em gente covarde que abre as pernas traindo a torcida que sempre os apoiou. A torcida só gritou em apoio o nome de Felipe Soutto, Bernard e do zagueiro Werlei.
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• No primeiro jogo treino do time, o técnico Cuca mexeu na equipe, está testando os novatos, e esta é a hora exata. Se não testar os novos contratados agora, que hora irá poder ver eles em ação? De cara tirou o jogador mais regular da equipe, Felipe Soutto. Lógico, que não agradou ninguém. Mas como disse antes, agora é a hora de testar os novatos e também dar uma oportunidade para os torcedores conhecerem os novos jogadores.
• É fato que as contratações não empolgaram, mas gostei bastante da idéia de colocar um time rápido na frente, com os jovens Danilinho, Escudero, Berola e Bernard disputando as posições. Este esquema que o Cuca está tentando implantar no Galo (4-2-3-1) é o que há de mais moderno no futebol atual, com 4 defensores, dois volantes de contenção e três meias de velocidade chegando ao ataque para municiar o homem de área.
Planejamento a Longo Prazo
• É disso que o Galo Precisa
Estive pensando em um planejamento a longo prazo para o time do Galo. Para não fugir à regra, vou tomar como exemplo o Barcelona que hoje é a referência em termos de futebol e gestão.
Imagine se tivéssemos hoje como treinador o Marcelo Oliveira que está no Coxa. É um treinador jovem, foi ídolo no Galo e conhece a base do clube muitíssimo bem. Seria uma aposta a longo prazo. Formaríamos um time com muitos jogadores da base e contrataríamos apenas jogadores que fossem melhores que aqueles que já estão no time. Alguns dirão que o Marcelo não é o Guardiola, mas eu digo que o Guardiola foi escolhido porque tem identificação com o clube e transmite isso aos seus comandados que em sua maioria são jogadores formados no próprio Barça. Já notaram que no Barcelona, independentemente do jogador que entra, o nível do time se mantém? Acham que todos lá são craques? Claro que não! Lá o mais importante é a estrutura de jogo do time. Os jogadores da base são instruídos a adotar o mesmo estilo do profissional. Quando chegam ao profissional não precisam da famigerada “fase de adaptação”. Entram e jogam. Simples assim!
Vejo o que o Galo tem feito nos últimos anos e me preocupo. “São vários murros em ponta de faca”.
O Galo passou três temporadas emprestando o Marcos Rocha e contratou cinco laterais, todos piores que ele. Contratou Rafael Marques que na minha opinião não é melhor que o Lima que não vem tendo chances. Lembram de um zagueiro chamado Leandro Castan? Pois é, Campeão Brasileiro pelo Corinthians e capitão daquele time, foi mais um da base que saiu pela portas do fundo. Lembram do Wendel, meia, destaque da conquista da Taça BH? Vai ser dispensado sem nunca ter sido aproveitado. Pegar jogador da base e colocar pra jogar em um time sem padrão de jogo e correndo risco de rebaixamento, não é dar oportunidade, é colocar na fogueira. O Galo investe muito na base para não ter retorno. Tá na hora de pensar o futebol onde nascem os jogadores do clube, na base. E com um treinador que seja identificado com o clube. O Marcelo é tudo isso e já mostrou competência à frente do Coritiba. Um comentário para os pessimistas de plantão que dizem que o Galo é a 8ª ou 9ª força do futebol brasileiro. O Figueirense ano passado tinha um elenco para lutar contra o rebaixamento e o time das Marias tinha time para brigar pelo título. O fim da história, todos já sabem. E o Coritiba? Tinha time para brigar por Libertadores?
• O Campeonato começou, domingo já tem jogo do Mineiro e acho que continuamos na mesma. Talvez o título do mineiro acalme os ânimos de alguns torcedores. Mas não o meu, sou Galo até morrer, e quero muito mais que Campeonato Mineiro. Quero outros títulos de maior expressão. Quero principalmente a volta do Respeito.
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Como era esperado, sob protestos e com muita pressão em cima dos jogadores, assim começou a reapresentação do time alvinegro. A revolta dos atleticanos é justa, válida e deve ser mantida enquanto não comemorarmos um título.
Uma revolução silenciosa acontece na torcida atleticana desde 2006, mas só agora a bola de neve pode ser vista. A paciência do atleticano tornou-se um barril de pólvora e se qualquer faísca tem sido explosiva, 2011 foi um lança-chamas. O que eu temo é que essa explosão jogue pro alto não só a meia dúzia preguiçosa que parece errar por prazer no futebol, somente para mostrar que está acima do bem e do mal.
O torcedor que for aos jogos do Galo em 2012 deve ser inteligente e saber quando e como mostrar sua indignação. Eu não estou satisfeito, você não está e creio que ninguém da Massa aprovou um dia sequer em 2011, mas cada grito nas arquibancadas pode mudar o retrato de uma partida e agigantar o adversário. Que protestem não indo ao estádio, aliás, quem for para ajudar o adversário, melhor mesmo que fique em casa. Quem for com a intenção de protestar, que levem cartazes, peça raça (não esqueça também da qualidade), que vá ao CT, à Sede e converse no pé do ouvido quando encontrar com um dos homens de chuteira pela noite, mas enquanto a bola estiver rolando, lembre-se que você é atleticano.
Dentro de campo estará a camisa alvinegra, então devemos achar juntos a melhor maneira de fazer essa turma jogar de acordo com o salário – que não é baixo e cai na conta independente da posição na tabela. Devemos aprender também a não aceitar que o presidente nos empurre goela abaixo o que ele e meia dúzia de dirigentes pensam sobre o futebol. Se ele falar alto, somos quase dez milhões de vozes e podemos fazer mais barulho. Tudo isso depois dos 90 minutos, com a vitória, derrota ou empate, para que cada palavra também tenha direção e não se torne uma metralhadora de ofensas a esmo.
Aplausos agora somente com a volta olímpica. Daremos nosso show, mas tudo para festejar a existência do Clube Atlético Mineiro e não pelo fato de Fulano vestir nossa camisa ao lado de Ciclano. Somos maiores que todos e eles passarão, seja jogador ou dirigente, enquanto nós ficaremos.
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A situação do Daniel Carvalho na troca por Pierre está encerrada. Os diretores de ambas as equipes chegaram à conclusão óbvia que profissionais de todas as categorias só podem ser bons no que fazem se estiverem satisfeitos, e com jogador de futebol não é diferente.
Daniel Carvalho, que, na minha opinião, está supervalorizado no mercado, está difícil de achar um jogador com tamanha qualidade. Tudo bem que o cara esteve fora de forma grande parte do tempo e foi mais um a usufruir o spa de luxo alvinegro, mas quando foi chamado para mostrar serviço, apresentou características de um guerreiro, jogando com raça e literalmente suando a camisa, mais que obrigação lógico, mas que ele era funcional, não há como negar. A questão é que Daniel Carvalho chega em terras paulistas bem cuidado, pronto pra batalha e terá o campeonato Paulista (que, diga-se de passagem, é
outro nível) como aquecimento. No Campeonato Brasileiro estará entrosado o suficiente pra fazer a diferença na equipe alviverde, então não adianta reclamarmos se for outro Diego Souza. Não sou contra a troca do Daniel pelo Pierre, só acho que perdemos um grande jogador.
No caso do Pierre, foi o que chamamos de química perfeita, já que ele chegou durante um momento ruim, para jogar em uma posição carente de qualidade, não teve tempo para treinos, nem tão pouco para se entrosar. Foi escalado com pouco mais de sete dias de sua chegada a BH, tinha todos os motivos do mundo para fazer uma péssima partida e ao contrário do que era esperado, entrou em campo e jogou com uma raça que há muito tempo não se via no clube. Naquele momento era o que o time precisava e, principalmente, era o que a torcida precisava, então foi assinado o contrato de casamento com mais de 18 mil testemunhas.
O volante palmeirense se adaptou muito bem à nossa Belo Horizonte e se encantou pela Massa – o que é perfeitamente normal – encontrou aqui o respeito merecido e a oportunidade que não teve no time de Felipão. Por esses e outros motivos terminou o campeonato dizendo que queria permanecer e não impôs valores financeiros exorbitantes para isso, ele queria ficar, a diretoria queria que ele ficasse e a torcida também, então é o queijo e a goiabada, não é?
Pierre vai ficar e acredito que ele ainda vai nos dar muitas alegrias, tem tudo pra crescer por aqui e se tornar um novo ídolo. Seria o investimento mais certo da diretoria até agora.
O que o Atlético precisa é de jogadores que tenham mais que boas intenções, tenham boa disposição, boas qualidades e claro, raça, porque de boas intenções a segunda divisão está cheia.
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O Ano novo chegou, vamos fazer um balanço de tudo que aconteceu. Às vezes essa prática serve como experiência para este novo ano, às vezes serve como histórias pra contar e às vezes são esquecidas em um baú velho.
O ano que passou do Atlético está cheio de situações que deveriam ser tratadas como lição – a venda em atacado de jogadores que aconteceu na final do campeonato mineiro, a ilusão de que termos o melhor CT do Brasil basta, a venda de um ídolo da torcida, a compra de jogadores promessa – e tudo isso trouxe conseqüências que só não foram piores, pois no final o Atlético resolveu reagir.
O coração dos torcedores atleticanos mais uma vez foi colocado à prova, muitos não agüentaram o choque do último jogo do campeonato, e estão se mantendo fechado pra reforma, pelo menos até o início da temporada.
Não alcançamos nenhum objetivo maior no brasileiro, apesar da permanência na séria A ter sido comemorada como tal. Não conseguimos nem a competição da Sul Americana, onde sempre costumamos dar uma passeada.
Reclamaram do nosso presidente, reclamaram da nossa diretoria e ambos permaneceram no clube. Espero que eles aproveitem a oportunidade para escreverem outra história, para quando terminar o mandato, eles possam sair aplaudidos, e não sob protestos como os vários que aconteceram durante esse ano.
A retrospectiva do Galo podia ser facilmente contada por qualquer torcedor, já que tem sido exatamente a mesma nesses últimos anos – começamos na ponta de cima, e terminamos brigando pra não cair ponta abaixo.
Que as histórias vividas pelo Atlético neste ano de 2011 sirvam de aprendizado para o ano que chegou, que o Kalil tenha guardado em sua mente todas as humilhações e punhaladas a que fomos submetidos para que pense duas vezes antes de meter os pés pelas mãos. Que o Cuca saiba apontar os melhores jogadores para reforçar o elenco, e que saiba manter e melhorar aqueles que aqui vão permanecer. Que os meninos cresçam e joguem com a postura de um homem e que os homens joguem com a graça e a leveza dos meninos.
2012 pretendo contar outras histórias e narrar outra retrospectiva, acredito que se o Atlético realmente aprender com os erros e se o valor da instituição Atlético Mineiro for resgatado, podemos ter um 2012 bem diferente.
Para nós, torcedores apaixonados, resta rezar e pedir fé e esperança para recomeçarmos a briga ao lado do time que amamos, não importa o que aconteça.
Feliz 2012 Massa!
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