Belaventura: Uma região, dois reinos

Foto de Pietra, vivida por Rayanne Morais
O que pode ser mais forte que os laços de sangue e as questões de honra? O que fazer quando todas as esperanças parecem mortas? Como agir quando as expectativas são tão grandes que paralisam as ações? Será fácil o caminho da superação? Será longo o percurso até uma redenção? Existirá um amor capaz de mudar o rumo de uma história que parece ter seu final escrito? Tais questionamentos e a busca por essas respostas conduzem as vidas dos personagens da trama, especialmente do casal protagonista; duas realidades opostas que se encontrarão num amor em comum. No maior amor que alguém pode sentir.
Pietra (Rayanne Moraes) é uma mulher pobre, que fora separada de sua mãe e tivera uma infância terrível. Sofrendo nas mãos de um repulsivo padrasto, a jovem perdera completamente a fé em Deus e nas pessoas, a esperança na vida, a confiança nos homens. Já Enrico (Bernardo Velasco) é um homem extremamente afortunado, herdeiro de um grande reino, que vira sua juventude ser preenchida por grandes expectativas sobre o homem que ele deveria se tornar. Convivendo com pessoas interesseiras, consciente das intrigas palacianas e conspirações em nome do poder, Enrico também perdera a confiança nas pessoas. Mas ao contrário de Pietra, o jovem príncipe encontrou no conhecimento a força necessária para sobreviver com liberdade.
Numa história repleta de emoções e reviravoltas, um encontrará no outro algo que faltava em suas vidas. Enrico tomará para si a responsabilidade de resgatar Pietra da vida desgraçada que ela sempre levou, o que não será uma tarefa tão simples. E na luta pela redenção de Pietra, Enrico tomará consciência de que poderá fazer a diferença na vida das pessoas; o que é fundamental para que ele se torne o rei que todos esperam – e que ele sempre se negara até então. Do encontro do príncipe e da plebeia, nascerá um amor redentor. Enrico salvará Pietra, que, por sua vez, ensinará ao amado lições que ele jamais tivera dentro dos muros do castelo.
Além da história central, as tramas paralelas também se desenvolvem de maneira a apresentar diferentes formas de redenção. São histórias bonitas, emocionantes, inspiradoras, passadas numa época de grande apelo visual, não muito explorada pela teledramaturgia atual. Uma telenovela para toda a família.

Uma região, dois reinos
A história se passa na Idade Média, por volta do século XV, numa bela e fictícia região conhecida como Belaventura. Por uma histórica disputa por territórios, a região vivia em guerra, até um acordo de paz ser selado entre os grandes líderes, que decidem unificar a região sob um só reino. O trono seria disputado entre os senhores das principais casas, Redenção e Valedo. Otoniel (Kadu Moliterno), duque de Redenção, é um homem correto e virtuoso, com todas as características necessárias para se tornar um grande rei. Casado com Vitoriana (Juliana Knust), é um excelente chefe de família e líder temido pelos inimigos, por acumular vitórias. Seu maior oponente é Severo (Floriano Peixoto), conde de Valedo, líder guerreiro casado com a bela e ambiciosa Marion (Helena Fernandes), prima de Otoniel, que não mede esforços para se tornar rainha. Otoniel e Severo são inimigos próximos; um jogo de interesses sustenta não só a relação dos dois, como também os tempos de paz, que mal começavam e já estavam com seus dias contados.
O castelo de Redenção é uma verdadeira fortificação habitada. É lá que Otoniel vive com um séquito e seus três filhos: Enrico, seu sucessor natural, e suas filhas, Carmona (Camila Rodrigues) e Lizabeta (Adriana Birolli). Carmona é a irmã mais velha e se tornará uma mulher um tanto frustrada por não ser herdeira do trono, mesmo sendo a primogênita – apenas homens tinham o direito legítimo na sucessão. Carmona é constantemente influenciada pelo marquês Cedric (Giuseppe Oristanio), principal conselheiro do rei. Tudo que Cedric almeja é que Carmona se case com seu sobrinho Nodier (Rhierry Figueira) e herde o trono após a morte do pai, o que significaria que ele, como conselheiro, tomaria as principais decisões do reino. Se Otoniel e Carmona confiavam cegamente no marquês Cedric, o mesmo não ocorria com Lizabeta. Jovem cheia de planos e sonhos, Lizabeta é a princesa romântica, típica das novelas de cavalaria.

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