Belíssima: a obsessão pelo poder

Foto de Vitória, vivida por Cláudia Abreu
Em Belíssima, o autor Silvio de Abreu lançou mão de uma trama de ação e mistério para falar sobre a importância da imagem em uma sociedade regida pelas aparências, discutindo valores como beleza, sucesso e honestidade. A novela é ambientada em São Paulo.
A história começa na Grécia, quando Pedro (Henri Castelli) e Vitória (Cláudia Abreu) preparam seu casamento. Pedro é neto da poderosa Bia Falcão (Fernanda Montenegro), uma mulher ardilosa, capaz de tudo para atingir seus objetivos. Bia Falcão é a vilã da história. Rica, fria e calculista, ela é contra o casamento de seu neto com Vitória, uma ex-menina de rua, e tenta separá-los a qualquer custo.
A neta mais velha de Bia, Júlia (Gloria Pires), também sofre com as maldades da avó. Júlia é dona e administradora da Belíssima, reconhecida e luxuosa fábrica paulista de roupas íntimas que fora de sua mãe, Stella Assunção, uma mulher linda e talentosa que morreu precocemente em um acidente de avião. Stella deixou uma carreira promissora pela frente e dois filhos pequenos, Júlia e Pedro, que foram criados pela avó materna. Além de herdeira, Júlia administra as empresas do Grupo Assunção, que, além da Belíssima, inclui a moderna academia de ginástica Physical. Muito discreta e reservada, ela vive à sombra de sua falecida mãe e tem dificuldades de encontrar seu próprio espaço.
Bia compara Júlia a Stella, afirmando que ela jamais será uma mulher inteligente e interessante como a mãe. Cruel, ela não se cansa de atacar a simplicidade da neta: “Júlia tem o pior defeito que alguém pode ter. Ela é comum”, repete a vilã em alto e bom tom. Júlia ainda sofre por se sentir culpada pela morte dos pais, o que sempre foi reforçado por sua avó. Além disso, não consegue ser feliz ao lado de nenhum homem, pois Bia sempre atrapalha seus relacionamentos, julgando e afastando todos os seus pretendentes. Júlia nunca contesta a avó, sempre procurando entender que seu jeito rude é, na realidade, uma forma de defesa pelo sofrimento causado pela morte prematura da filha. Oprimida pela avó, Júlia conta com a amizade de seu tio Gigi (Pedro Paulo Rangel), que sempre está a seu lado contra as maldades de Bia.
Na Grécia, onde Pedro e Vitória moram com a filha Sabina (Marina Ruy Barbosa) e o irmão de Vitória, Tadeu (Thiago Martins), também vive o alegre Nikos Petrakis (Tony Ramos), padrinho de Sabina, um grego que trabalha no bar de Pedro e Vitória. Nikos se apaixona por Júlia ao conhecê-la no dia do casamento dos patrões e compadres. Os dois bebem, dançam e acabam passando a noite juntos, mas, no dia seguinte, Júlia se arrepende, e cada um segue seu caminho. O destino, no entanto, acabaria unindo os dois novamente.
A trama dá uma reviravolta quando uma tragédia modifica a vida de todos: na Grécia, Pedro é misteriosamente assassinado, e Vitória, sem alternativas para sobreviver, decide voltar para o Brasil com a família. Nikos os acompanha e também deixa a Grécia. Com uma personalidade excêntrica, Nikos é um homem íntegro e bom. Amante de seu país, vive a vida intensamente. Apaixonado pela música e pela dança grega, é conhecido por por sua alegria e sua generosidade. Sua grande tristeza é não conhecer o filho, Cemil (Leopoldo Pacheco), fruto de seu relacionamento com Katina (Irene Ravache), uma grega que fugiu para o Brasil com outro homem, carregando um filho seu. Esse é um forte motivo que faz Nikos vir para o Brasil com Vitória.
A história torna-se ainda mais empolgante a partir da morte de Pedro que é assassinado na Grécia e Vitória, sua filha Sabina – grande paixão de Bia – seu irmão caçula Tadeu e o grego Nikos decidem vir ao Brasil. Bia passa a infernizar a vida de Vitória, persegui-la e envenenar Sabina contra a mãe. Bia arma para Vitória ser presa, acusada da morte de Pedro, e manda esfaqueá-la na cadeia. Porém, logo depois, a vilã morre num acidente de carro, e descobre-se que o mesmo fora sabotado. Logo após isso, André internada Júlia numa clínica, e enquanto isso passa a viver um caso com a enteada Érica. Ao sair da clínica, Júlia flagra os dois da cama e os expulsa de sua casa, mas logo depois é vítima de um golpe financeiro de André, que lhe deixa na miséria, e se torna o presidente da “Belíssima” e dono da mansão da ex-mulher, que vive uma linda e intensa história de amor com Nikos, que se apaixonara pela sobrinha de Gigi desdo o primeiro momento que a viu. Júlia se lembra do dia do acidente de seus pais e constata que ela não teve culpa em nada. A história era mais uma das maldades inventadas por sua avó.
Outro enigma que ronda a novela é que, durante a trama inteira, todos são suspeitos de serem os reais vilões da história, até mesmo Júlia.
No final da trama, para surpresa de todos, Bia Falcão reaparece viva, e confessa ter forjado a própria morte. Ela arma atentados contra Vitória, tenta separar Júlia e Nikos e tentar conseguir a guarda de Sabina. No último capítulo, a vilã sequestra a bisneta, mas Vitória e André tentam interceder seu plano. Bia atira em Vitória, mas André se joga na frente, é atingido e morre nos braços de Júlia. É revelado que Bia sempre quis ser a única dona e presidente da Belíssima, ela sempre teve inveja da neta, quando Júlia a odebecia tudo ia bem, mas no momento em que Júlia passa a enfrentá-la e ser mais independente nas decisões, Bia passa a vê-la como uma barreira em seus planos. Bia foge para Paris, aonde termina no bem-bom, ao lado de Mateus, mesmo depois de seus crimes e de assassinar seu advogado Medeiros e a secretária Yvete.
Belíssima , escrita por Silvio de Abreu, Sérgio Marques e Vinícius Vianna, foi exibida pela Globo, na faixa das 20h, com 209 capítulos, de 07/11/2005 – 07/07/2006.
Direção: Flávia Lacerda, Gustavo Fernandez e Natália Grimberg
Direção geral: Denise Saraceni, Carlos Araújo e Luiz Henrique Rios

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