A Natureza Como Mestra

A natureza oferece profundos ensinamentos ao homem. Basta que ele a observe (se você quer que o sol entre em sua casa, abra a janela). Veja esta parábola do Mar da Galileia: “Na Terra Santa encontramos dois mares bem conhecidos.
Embora alimentados pelo mesmo rio Jordão eles são, no entanto, totalmente distintos um do outro. O Mar da Galileia é de água doce e contém muitos peixes. Seu litoral é salpicado por cidades e aldeias lindas. As colinas que rodeiam o mar são férteis e verdejantes. O outro mar é o Mar Morto. É célebre pela sua densidade de sais minerais. Não tem peixes e nem os vegetais têm condições de vida. Seus arredores são desertos. Não existe área verde. O Mar Morto apresenta um aspecto desolador. Donde vem esta diferença? A explicação é simples e simbólica. O Mar da Galileia recebe pelo norte as águas do rio Jordão com toda a sua carga de vida e fertilidade. Porém não guarda para si esta fertilidade. As águas seguem seu curso rumo ao sul. É um mar que recebe a água do Hermon e das colinas do Golan. Riquíssimo em águas e vegetação. O Mar da Galileia não vive só para si: reparte tudo aquilo que recebe do clima. No entanto, o Mar Morto é totalmente diferente. Recebe igualmente a água do rio Jordão mas retém esta água só para si. Não possui saída. Enquanto as águas se evaporam todos os sais minerais em suspensão se acumulam no enorme recipiente fechado. A excessiva saturação é estéril. Não permite vegetação alguma, não tem vida. É um Mar que mata. É o Mar Morto.”
Podemos fazer várias leituras dessa parábola. Por exemplo, a depressão é resultado do acúmulo e retenção de energias. Canalizá-las é essencial, assim como canalizar as águas do rio Jordão de modo que não se transformem em um Mar Morto.
Outra interpretação é a de que hoje em dia o sujeito que tiver uma ideia criativa para ganhar dinheiro tem que correr e colocar seu plano em ação, pois se reter essa ideia apenas para si, outro acabará passando em sua frente . Este é o viés positivo da ambição. É um dos fatores que motiva os seres a repartirem suas idéias e daí vem o progresso. Entre tantos outros modos de análise da parábola.
A natureza é cíclica. Primavera, Verão, Outono, Inverno. Dia, noite. Nossa vida também. A natureza é diversificada e é a diferença entre cada elemento que resulta na sua beleza e equilíbrio. Assim é também o homem. A natureza pode ser machucada, agredida, mas quando cuidada é capaz de reagir. Assim também somos nós. Na natureza tudo tem o momento certo de acontecer. E tudo é resultado de um processo. Alguns deles são rápidos, outros lentos, mas cada um no seu devido tempo. Enfim, são infinitos os ensinamentos.
Que no ano de 2002 possamos aprender muito com a natureza, pois a grandiosidade da vida está presente desde o detalhe mais sutil da cor de uma flor do campo até o nascer do sol a cada manhã e o seu poente, que anuncia a chegada da lua, com “hora marcada”.
São tantos os encantos da natureza quanto os prazeres da vida. Infinitos! Por isso temos que cuidar bem dela. A cada ano que se acaba vem um outro, demarcando o fim e o começo. E assim vamos nós, como a natureza, acabando e começando a cada ano, mês, semana, dia, hora, minuto, segundo…

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